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Clima seco: impactos na saúde e como se proteger

Clima seco

Clima seco: impactos na saúde e como se proteger

  • 25 de maio, 2026

Quem mora no Brasil sabe que, todo ano, quando chegam o outono e o inverno, vem junto o período de clima seco. Provavelmente você já sentiu aquela sensação incômoda de garganta arranhando, nariz entupido e pele ressecada. A falta de chuva também aumenta o risco de queimadas, o que afeta ainda mais o ar que respiramos.

A baixa umidade do ar pode parecer apenas um desconforto passageiro, mas seus efeitos vão muito além disso, impactando diretamente a saúde respiratória, a pele e o bem-estar geral. Entender esses impactos e saber como se proteger é essencial para atravessar essa fase com mais qualidade de vida.

Como o clima seco afeta o organismo

A principal característica do clima seco é a baixa umidade do ar. De acordo com o Centro de gerenciamento de emergências climáticas da prefeitura de São Paulo (CGE), umidade relativa do ar significa a quantidade de água na forma de vapor existente na atmosfera, naquele momento, em relação ao total máximo que poderia existir, na temperatura observada. Assim, quando essa umidade cai, o sistema respiratório costuma ser um dos mais afetados: as mucosas do nariz e da garganta ressecam, perdem parte da função de barreira contra vírus e bactérias e o organismo fica mais vulnerável a infecções e irritações.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o índice de umidade ideal é de 60%.  Entretanto, no Brasil, em muitas regiões, essa marca é facilmente ultrapassada durante os meses mais secos, chegando a níveis preocupantes.

A baixa umidade do ar pode agravar problemas respiratórios como rinite, sinusite e asma, além de provocar sintomas como tosse seca, irritação na garganta e desconforto ao respirar. Além disso, contribui para o ressecamento da pele, podendo causar descamação e pequenas fissuras. Os casos de infecções das vias aéreas, como pneumonias e crises respiratórias também aumentam. A desidratação das mucosas facilita a ação de agentes externos e dificulta a resposta do sistema imunológico. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas são os mais afetados.

Como se proteger

Alguns cuidados do dia a dia ajudam bastante a reduzir esses impactos. São eles:

Hidratação

Um dos cuidados mais recomendados por especialistas é manter a hidratação adequada. A Biblioteca Virtual em Saúde, publicada pelo Ministério da Saúde, ressalta que nosso organismo é composto por aproximadamente 70% de água e que, especialmente no período seco, esse cuidado é fundamental, pois a água ajuda a regular a temperatura corporal, favorece o funcionamento dos órgãos, auxilia na eliminação de toxinas, contribui para a lubrificação das mucosas e atua como veículo de transporte de nutrientes. Beber água ao longo do dia ajuda a manter as mucosas hidratadas, facilitando a respiração e reduzindo o desconforto causado pelo ar seco. 

Umidificar o ambiente

Outra medida importante é melhorar a qualidade do ar dentro de casa ou no trabalho. Utilizar soluções simples, como recipientes com água ou toalhas úmidas, pode ajudar a aumentar a umidade do ambiente. Manter as janelas abertas, quando possível, contribui para a circulação e melhora da qualidade do ar interno. O uso de umidificadores também pode ser um grande aliado, especialmente durante a noite.

Cuidados com a pele e vias respiratórias

Proteger a pele é essencial durante períodos de baixa umidade para evitar ressecamento, dermatites e irritações. O uso de hidratantes corporais e faciais ajuda a prevenir fissuras e a manter a barreira natural da pele.

Para as vias respiratórias, a higienização nasal com soro fisiológico é uma recomendação frequente de profissionais de saúde. Essa prática ajuda a manter as mucosas hidratadas e livres de impurezas.

Evite hábitos que agravam o problema

Algumas atitudes podem intensificar os efeitos do clima seco e devem ser evitadas sempre que possível:

  • Permanecer por longos períodos em ambientes com ar-condicionado, sem ventilação adequada
  • Exposição prolongada à poluição ou poeira
  • Banhos muito quentes e demorados, que ressecam ainda mais a pele
  • Praticar atividades físicas ao ar livre, principalmente entre 10h e 15h, quando a umidade do ar costuma ser mais baixa

Informação e cuidado caminham juntos

O clima seco exige cuidados específicos, mas, com atenção e ajustes na rotina, é possível reduzir seus impactos e manter o bem-estar durante esse período. Hidratação, cuidados com o ambiente e proteção da pele e das vias respiratórias são medidas fundamentais para enfrentar esse período com mais conforto.

O Saúde Beneficência acredita que informação também é uma forma de cuidado. Por isso, disponibiliza conteúdos acessíveis ao público, reforçando a importância da prevenção e da atenção aos sinais do corpo. Quando você entende o que acontece com o seu organismo, fica mais fácil agir antes que o problema se agrave.

Quer saber mais sobre como manter a sua saúde em dia durante o ano todo? Acesse nosso blog e confira mais conteúdos como este.

Cuidar da saúde diariamente é um hábito que faz diferença em todas as estações do ano.

 

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